À éNe À - Descrevendo um sonho


Deixem-me então que vos deixe contar uma história. Como todas as histórias têm uma protagonista, deixem-me então que a descreva para vocês. Comecemos pelo seu nome. Terá um nome curto, três letras apenas, fácil de decorar e também porque beleza é simplicidade. Ora juntemos agora um À, um éNe e um outro À, à nossa equação. A protagonista chamar-se-à Ana. Pela beleza do seu sorriso chamar-lhe-ei Ana Sunshine. Mas então, como será a nossa protagonista fisicamente? Comecemos pelo espelho da sua alma, os olhos. Terá dois grandes olhos castanhos. Sonhadores, atrevidos, sensuais. Um olhar que deixaria qualquer um paralizado perante tal beleza. Seus lábios serão finos e delicados, com um ligeiro tom rosado. Parecendo estar à espera do beijo doce do seu amado. Seus cabelos grandes e ondulados caem-lhe pelos ombros, ostentado todo um leque de castanhos. Do mais escuro ao mais claro, chegando a ser loiro. Vistosos e únicos, como só ela podia ter. Terá a fisionomia de uma rapariga, de uma mulher magra. Porém, terá linhas femininas muito bem definidas. Seu corpo esbelto está repleto de curvas e contra-curvas em perfeita harmonia, não havendo exageros. Simples, bonita, linda, bela. Diria perfeita, há falta de melhor palavra que a possa descrever. Se quando estamos apaixonados, não vemos defeitos na pessoa que amamos... não posso comentar tal frase. Estou por demais inebriado por tamanha beleza. Nada mais me importa. Somente ela. Alguém que não conheço. Haverá louco mais louco do que aquele que ama uma desconhecida?... Não sei. Amor à primeira vista? Sim, talvez. Basta apenas uma ida ao café, uma ida ao cinema, uma ida à praia, sei lá. Basta apenas um olhar, e de repente todo o mundo muda. Tudo tem novo significado para nós. Por agora fico por aqui. Apenas vos queria apresentar uma personagem, uma protagonista, uma mulher.

Até lá...

até um dia.
até ao dia em que ela existir.
até ao dia em que a conhecer.
até ao dia em que algo de novo aconteça.

até lá vemo-nos mais por aí e menos por aqui.
fiquei farto de platonizar tudo
e de nenhuma se ter tornado real.
quando elas se tornarem reais, eu volto

despeço-me então,
até um dia...
Via com Bê


Tudo começou quando conheci Á...

Era o início do segundo mês de aulas.
Tempo para o pessoal de segunda fase
Começar a ir às aulas. Eis senão quando,
Certa personagem aparece à porta do departamento
A perguntar pela aula de química, disse-lhe para esperar.

Não tardava nada a malta reuniu
Embraçando o novo coleguinha,
Novo membro da banda dos 21,
Era Á de lei com o seu carro branco a luzir

O tempo passa e vai se conhecendo
Os amigos de Á, entre eles, Cê de dois,
Pessoal dá-se bem e convive uns com os outros

Um ano passa, Cê de dois, faz anos,
E éRre aparece para o levar até junto da bebida,
Cê apanha alta carraspana inclusive no clube de râguebi,
Mas Á supera-o, a noite acaba em casa de Cátá de leão

Os dias passam e algumas conversas depois, Guê de gato,
Comenta com Cê de dois a amiga éRre de ita deste,
Cê diz que apresenta éRre a Guê na brincadeira,
Guê diz-lhe que acha, Bê, a amiga de éRre,
Bastante interessante desde tempos de Jota e éFe

Guê conta a Cê que se lembra dos dias de Outono
Em que os corredores de Jota e éFe
Eram preenchidos pela luz e brilho de Bê

Cê diz a Guê que Bê sempre lhe pareceu
Ser muito simpática, doce e carinhosa,
Guê afirmou partilhar da mesma ideia

As conversas continuam...
Guê confessa nunca ter conhecido Bê
Mas que nutre uma forte atracção por ela,
Cê predispõem-se a ajudar Guê

Os dias passam...
Sem um único olhar de Bê,
Sem sequer por ela passar,
Os sentimentos intensificam-se

Guê começa por relembrar o último ano de secundário,
Os Outonos, os Invernos, as Primaveras, e o Verão,
Em todas elas aparece alguém que agora quer reencontrar

Alguém que apenas ao longe tinha observado,
Porém havia-se apaixonado por tal,
Era Bê que Guê recordava nos tempos que passavam

Guê tudo o q quer agora é conhecer Bê,
Mostrar-lhe que o Outono tem mais cores do que o arco-íris
E que em cada nuvem há um ursinho carinhoso pronto a ajudar